"Para
qualquer brasileiro a data seria inesquecível - dia 06 de setembro
à noite embarque no aeroporto do Galeão e dia 7 de setembro,
às sete da manhã, chegada em Nova Iorque (1964). No anoitecer
do dia 6, no terraço do apartamento de minha tia no Rio de Janeiro,
aconteceu
algo que, alem de ter-me tocado profundamente, ficou marcado
pro resto da minha vida. De repente, em meio a toda agitação
natural de qualquer viagem "primeira vez" para Nova Iorque,
me vi sozinho no terraço. Envolto na linda noite carioca me
perguntava que loucura era aquela que me atirava num foguete
em direção aos Estados Unidos?
Uma passagem de ida e volta pela Varig, 50 dólares (emprestados)
no bolso e mais uma promessa de 500 dólares do Itamarati. Era
uma aventura mesmo! Mas por quê? - se ao menos eu tivesse uma
dica, um sinal... Foi aí que uma doce estrela cintilante riscou
o céu azul marinho como que me dizendo "vai que é quente". Eu
fui e a estrela estava certa"